Coser não é unanimidade ( Falta 8%)

Pesquisa confirma capital político em alta do prefeito de Vitória

A pesquisa divulgada pela Transparência Capixaba, nessa terça-feira (28), sobre os 100 primeiros dias de administração dos prefeitos eleitos ou reeleitos, na Grande Vitória, apontou o prefeito de Vitória, João Coser (PT/foto), com o maior índice de aprovação. A pesquisa confirma o petista como detentor do maior capital político, após a eleição do ano passado.

O prefeito de Vitória, João Coser (PT), é o mais bem avaliado da Região Metropolitana, com 61,62% dos entrevistados atribuindo ao trabalho dele o conceito bom. Para outros 14%, o desempenho de Coser, no início de seu segundo mandato, é ótimo. No total, a aprovação do prefeito é de 91,92%.

Este índice de aprovação pelo eleitor de Vitória aumenta o capital político do prefeito com a população, que já era bem alto depois da eleição do ano passado. O prestigio dele também é grande junto à classe política e cresceu ainda mais com a eleição dele para a presidência da Frente Nacional de Prefeitos (FNP).

A alta de Coser no mercado político é um trunfo do PT nas articulações para as eleições do próximo ano. Com o prestígio adquirido, Coser teria condições de encabeçar uma chapa majoritária para a sucessão estadual. Entre os nomes colocados, o dele é hoje o que agrega mais valor. Poderia sair com certa vantagem em relação aos demais nomes colocados dentro do leque de alianças do governador Paulo Hartung.

Diante deste quadro, um grupo petista, liderado pela deputada federal Iriny Lopes, defende a candidatura própria do PT para a sucessão estadual, tendo Coser como cabeça de chapa. O prefeito, porém, tem arestas a acertar para viabilizar sua candidatura.

A principal dela é o fato de seu vice-prefeito, Tião Barbosa, ser do PMDB, partido do candidato Ricardo Ferraço, que estará à frente do governo do Estado, no período da disputa. Sendo assim, Ricardo teria não só a máquina do governo à sua disposição, mas também a da prefeitura mais importante do Estado.

Mesmo que o prefeito não dispute a eleição como cabeça de chapa, sua alta cotação no mercado político o transforma, assim como ao próprio PT, nos grandes articuladores do pleito, ficando livres para escolher o palanque no qual subirão.

De qualquer forma, o caminho seguido pelo PT partirá de Brasília. Como a prioridade do partido é o palanque presidencial, o papel das lideranças nos estados estará sujeito à necessidade da candidatura do PT para a sucessão de Lula, o que pode obrigar Coser a se lançar candidato ao governo.

Xerox : Seculodiario

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