Momentos.

Em nossa caminhada passamos por momentos que nos deixam tristes e algums pensam mesmo em desistir.
São nesses momentos que é bom lembrar de pessoas, que dedicaram sua vida em nome de um sonho.

Apesar das " pedras no meio do caminho", das desilusões, dos descaminhos de companheiros, continuaram em frente, continuaram em sua luta.
Não escolhem o caminho mais fácil e sim o mais etico .

Nestes momentos é bom e dignificante saber que existiu um brasileiro chamado Apolônio de Carvalho.
Que demonstrou com sua vida que a ética é possivel.


Quem era Apolinio de Carvalho

Um símbolo da luta do povo brasileiro, Apolônio de Carvalho (1912-2005) se engajou no combate a favor dos ideais socialistas e contra os regimes de opressão. Ele cursou Escola Militar e tornou-se oficial, mas queria mudar a sociedade brasileira e ajudou a fundar a Aliança Nacional Libertadora em 1935. Foi preso pelo governo de Getúlio Vargas, teve sua patente militar destituída e foi expulso do Exército.

Em 1937 ele ingressou no Partido Comunista, que o enviou à Espanha - junto com 15 outros brasileiros - para combater na Guerra Civil, nas Brigadas Internacionais contra os fascistas do general Francisco Franco. Com a derrota republicana em 1939, foi para a França, onde viveu no campo de refugiados de Gurs.

Em 1940 as tropas de Hitler invadem e ocupam a França. Apolônio foge de Gurs e ingressa na Resistência. E chega a chefiar a guerrilha antinazista no sul da França. Em agosto, comanda a liberação das cidades de Carmaux, Albi e Toulouse. Por sua coragem, foi considerado um herói na França, onde foi condecorado com a Legião da Honra.

Em 1942, Apolônio conheceu Renée Laugery, jovem marselhesa e militante comunista da Resistência. Renée, que se tornaria sua companheira para o resto da vida, será também homenageada no ato do Ano da França no Brasil.


Golpe, cisão, prisão e tortura


Apolônio voltou com sua família ao Brasil em 1946, prosseguindo a militância comunista. Na clandestinidade depois do golpe militar de 1964, participou da luta interna que questionava a linha oportunista do PCB. Rompeu com ele em 1968 e junto com Mário Alves e outros formou o PCBR (Partido Comunista Brasileiro Revolucionário).

Em janeiro de 1970 Apolônio de Carvalho tombou nas mãos do aparelho de repressão da ditadura e foi brutalmente torturado - Mário Alves, preso na mesma ocasião, morreu na tortura. Apolônio teve um comportamento heróico, nada revelou a seus torturadores. Foi banido no ano seguinte, trocado pelo embaixador da Suíça junto com 69 presos políticos. Viveu o novo exílio em Argel e em Paris.

Retornou ao Brasil com a Anistia de 1979, fixando residência no Rio de Janeiro. No ano seguinte, assinou a ficha número 1 de filiação do PT, onde militou até a morte em 2005, participando da direção petista até 1987.

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