O que é a liberdade

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A liberdade é o mais belo direito, dever, meio e fim que pode ser alcançado tanto por um indivíduo quanto por uma nação. Pena que muitos não pensam (pensaram) assim, como mostram todas explorações, submissões, dominações e espoliações que ocorreram e também as que ainda ocorrem, tanto de homem para homem como de nação para nação.

Para discutir a não existência da liberdade atualmente no Brasil é preciso defini-la. Nas palavras do teórico e prático anarquista Mikhail Bakunin "(...)A liberdade é o direito absoluto de todo homem ou mulher maiores de só procurar na própria consciência e na própria razão as sanções para seus atos, de determiná-los apenas por sua própria vontade(...)" Da passagem anterior decorre que a liberdade de cada indivíduo é ilimitada e que a escravidão de um representa um insulto à liberdade de todos, ou seja, um homem só é verdadeiramente livre se o mesmo ocorre com seus semelhantes.

Como corolário das reflexões anteriores concluímos que, atualmente, não há liberdade no Brasil, ao contrário do que afirmam os ingênuos e os enganadores. Uma das principais causas da inexistência da liberdade é a presença do Estado burguês como regulador da vida social, este representa apenas os interesses da própria burguesia, sendo sempre justo demais com os exploradores e injusto demais com os explorados, por demais maleável com os dominadores e excessivamente inflexível e burocrático com os dominados sob a justificativa de que representa o povo. Aos defensores deste tipo de Estado uma pergunta: quem melhor para representar o povo que o próprio povo? Daí observa-se a completa inutilidade e ineficiência do Estado burguês. Outra causa da alienação da liberdade é a simples existência das igrejas, como fontes de resignação espiritual e dominação ideológica, e o imenso e demasiado poder conferido à essas asquerosas instituições, fundadas no individualismo e na cobiça, que já causaram e continuam causando tanto mal à humanidade. Sobre os dois temas acima Bakunin escreveu: "Como nenhuma abstração existe por si mesma, nem para si mesma, como não tem pernas para caminhar, nem braços para criar, nem estômago para digerir esta massa de vítimas que lhe dão para devorar, está claro que assim como a abstração religiosa ou celeste, Deus, representa na realidade os interesses muito positivos, muito reais de uma casta privilegiada, o clero, seu complemento terrestre, a abstração política, o Estado, representa os interesses não menos positivos e reais da classe hoje principalmente, senão exclusivamente, espoliadora e que além disso tende a englobar todas as outras, a burguesia".Outras formas de escravidão são a dominação pela mídia e toda dominação ideológica em geral, que tem como base o discurso hegemônico e seu principal produto: a globalização, mas suas formas de atuação já são bastante discutida nos textos do jornal, tornando inútil uma nova explanação.

Afim de conquistar a nossa liberdade, urge reconstruir nossa nação, tendo como base a solidariedade, a heterogeneidade e a multiplicidade de valores e como único fim a liberdade dos povos. A reconstrução, visto que é feita pelo homem e para o homem, deve excluir qualquer divindade extra-mundial, onipresente, onipotente e onisciente e deve ser feita de baixo para cima, isto é, com a participação das massas.

Se você discorda totalmente das idéias expostas acima e não é milionário, explorador ou algo parecido, sugiro que procure uma clínica para tratar-se do masoquismo. Nenhum assunto exposto acima é questão subjetiva, a história mostrará quem está certo e quem está errado. Por último tenho uma pergunta e uma frase para aqueles que consideram o jornal demasiado repetitivo: vocês não acham o mesmo das suas novelas e telejornais, diariamente expostos na mídia grande.

"O diagnóstico é o mesmo porque a doença ainda é a mesma" (Luis Fernando Veríssimo). Enquanto a sociedade não mudar, nossas críticas também não mudarão.

por Rodrigo Bezerra de Matos

Xerox : : Questio Facti

2 comentários:

DaNieL CoRioLaNo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
DaNieL CoRioLaNo disse...

Vale dizer que o autor tem apenas 16 anos... li novamente o texto. Muito bom! abraço e sucesso Paulo Ribeiro...

“A injustiça que se faz a um é uma ameaça que se faz a todos”. Charles-Louis de Secondat