Chavéz prende militante acusada de atacar a Globovisión

A militante Lina Ron, acusada de ter liderado o ataque ocorrido ontem contra a sede da TV venezuelana Globovisión, em Caracas, entregou-se às autoridades e foi presa, informou o presidente do país, Hugo Chávez.
"Hoje ela se apresentou e está detida. Não há mais alternativas, [ela] violou a lei", disse Chávez.
A captura da dirigente política foi pedida pela Justiça depois que cerca de 30 pessoas entraram na Globovisión e lançaram duas bombas de gás lacrimogêneo no local. Uma policial e um segurança sofreram ferimentos leves.
O canal tem uma postura crítica a Chávez e acredita que os invasores, liderados por Ron, agiram sob mando de setores governistas. Após o ataque, a TV veiculou imagens nas quais era possível ver pessoas usando boinas vermelhas e carregando bandeiras do partido Unidade Popular Venezuelana (UPV), aliado do presidente.
Chávez, no entanto, condenou a postura dos manifestantes, dizendo que ela "prejudica a revolução". "É um ato contrarrevolucionário que não podemos permitir nem como governo, nem como Estado, e que atenta contra a paz do país", ponderou.
O mandatário negou ter incentivado o ataque e disse que chegou inclusive a pedir a Ron que não promovesse ações que "prejudicassem a revolução". Ele criticou, além disso, os meios de comunicação que se referiram aos agressores como "chavistas".
"Chávez não os mandou [os manifestantes]. Quem é chavista? Chavista é o povo que quer democracia verdadeira. Nós não somos portadores da violência", ressaltou.
Ontem, o diretor-geral da Globovisión, Alberto Federico Ravell, atribuiu diretamente ao mandatário a responsabilidade pelo ataque. Nos últimos meses, a emissora foi processada em diversas ocasiões e diz que está sob a ameaça de ser fechada. (ANSA)

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