Venezuela resistiu melhor à crise global

PIB do país caiu só 1% no 1º semestre, contra 4,5% do Chile e 10,3% do México

Criticada pelo mercado financeiro por se recusar a seguir o receituário ortodoxo que recomenda cortes de gastos públicos e desidratação do papel do Estado, a Venezuela experimentou a menor queda do seu produto interno bruto (PIB) numa relação que inclui México e Chile.

Os três países estão entre as principais economias da América Latina que já divulgaram a trajetória do PIB no primeiro semestre. O PIB do México amargou um tombo de 10,3%, no segundo trimestre, em comparação com igual período do ano passado, segundo o Instituto Nacional de Estatística do México (Inegi). Foi o maior declínio anual para um único trimestre desde 1981.A economia mexicana foi duramente atingida por sua dependência dos Estados Unidos, que absorvem a maior parte das suas exportações.

Em termos sazonalmente ajustados, o PIB do México encolheu 1,12% no segundo trimestre em comparação com o primeiro trimestre, a uma taxa anualizada de 4,4%.

No primeiro semestre, a economia do Chile desabou 4,5%, em relação aos seis primeiros meses de 2008, e país entrou em recessão.

No primeiro trimestre, o PIB chileno já caíra 2,1% na comparação com igual período do ano passado, arrastado pelo setor industrial - cuja produção despencou 10,3%.

Segundo o Banco Central do país, a queda do primeiro trimestre já fora a maior contração trimestral da economia chilena desde o primeiro trimestre de 1999, quando caíra 2,4%.

Já na Venezuela, o PIB caiu apenas 1%, no primeiro semestre, em relação ao mesmo período de 2008, segundo o banco central venezuelano. O banco central do país divulgou também que o país registrou superávit de US$ 1,5 bilhão no balanço de pagamentos do segundo trimestre, com saldos positivos de US$ 2,15 bilhões na conta corrente e de US$ 1,19 bilhão na conta de capitais.

Com agências

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