La negra Mercedes

Descansou no dia quatro de outubro para nossa tristeza, Mercedes Sosa, uma mulher símbolo da América Latina, símbolo da resistência, de luta, de expressão, do amor ao próximo. Uma mulher que emprestou sua voz ao índio dizimado, ao negro explorado, a mulher submissa, ao estudante rebelde e a todos que lutaram por uma América latina livre e soberana, sem ditaduras, torturas, mortes, sem submissão ao imperialismo .

Mercedes foi presa junto de seu público enquanto fazia um show, banida da Argentina onde só pode voltar depois de estabelecida a democracia, sentiu o peso da tirania e da pressão dos ditadores que assolaram nossa América no século passado.

Colocou sua voz na defesa dos oprimidos, quando cantava La voz de la zafra, quando afirmava que Yo no canto por cantar, quando cantava para ti Mujeres argentinas, Traigo un pueblo en mi voz, quando se doava Vengo a ofrecer mi corazón e nós aceitávamos com muito orgulho,quando banida ecoava seu grito En vivo en Europa, Escondido en mi país, quando retornou com seu Corazón Libre, e pedia a Deus que a dor não te fosse indiferente, e que a única maneira de ser feliz é Honrar la vida.

A dor não te foi indiferente, deixaste tua vida gravada na memória latina, morreu lutando e cantando a dor dos teus irmãos argentinos, bolivianos, peruanos, etc. Fica o exemplo e a obrigação para nós historiadores, professores, alunos e cidadãos latino americano de lembrar sempre esta mulher mestiça que se fez exemplo para o mundo todo.

Dorme negrita.

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