Postura de Baioco favorece Perly no segundo turno

baioco A frase de Baioco em alguns debates entre os candidatos à presidência do PT tem deixado a militância assustada. Ele vem dizendo que os que não concordam com sua postura devem votar no candidato da “Construindo um Novo Brasil” (CNB), Perly Cipriano. A eleição será no próximo dia 22 de novembro.

A estratégia, além de tirar votos do campo majoritário, mostra qual será a postura do grupo em um provável segundo turno da eleição. Na eleição passada, o atual presidente do partido, Givaldo Vieira, tinha 43% dos votos, contra 25,9% da “Articulação de Esquerda”, de Baioco, e 27,8%, da “Construindo um Novo Brasil”, na época representada unicamente por Tarciso Vargas.

Este ano, os observadores vislumbram uma queda, ainda que pequena, de Givaldo, que estaria girando em torno dos 40% das intenções de votos, contra 23% de Baioco e 25% de Perly. Este ano, a “Construindo um Novo Brasil” está dividida, contando ainda com a candidatura de Tarciso Vargas, que tem pouco mais de 10% das intenções de votos.

A tendência é de que os ataques de Baioco ao campo majoritário do PT/ES e à decisão antecipada do PT de definir o apoio ao candidato do PMDB, Ricardo Ferraço, para a eleição 2010, enfraqueça Givaldo, ao mesmo tempo em que fortalece não só a sua candidatura, mas também a de Perly, autor do recurso ao lado da deputada federal Iriny Lopes, da “Articulação de Esquerda”, à Executiva Nacional para reverter a resolução de apoio a Ricardo.

Para Baioco, o partido deve ter uma postura protagonista na discussão da eleição 2010 e não ficar subordinada ao mapa eleitoral traçado pelo governador Paulo Hartung. Perly não é contrario ao apoio ao peemedebista, mas à forma antecipada como a decisão foi tomada, em junho passado, já que em todo o País o PT só vai se posicionar sobre a eleição nos estados em fevereiro do próximo ano.

A aproximação de Baioco e Perly relembram a eleição passada, quando as duas correntes estiveram juntas no segundo turno contra a corrente de Givaldo, que naquela ocasião era encabeçada por Carlos Casteglione, que deixou a direção do PT após a eleição para assumir a prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim (sul do Estado).

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