Tarciso Vargas exonera componentes de outras chapas

A exoneração do subsecretário José Carlos Pigatti não foi um caso isolado na Secretaria de Trabalho e Ação Social. Antes dele, a servidora Neusa Hastenreiter já havia perdido o emprego na secretaria comandada pelo candidato a presidente do PT representando a corrente "Construindo um Novo Brasil" (CNB), Tarciso Vargas. Ambos os servidores integram outra chapa na eleição do PT capixaba e teriam sofrido retaliações.

Ante de exonerar Neusa, Tarciso teria rebaixado a servidora de cargo para que ela aderisse à chapa que comanda. Como a servidora insistira em se manter na chapa do também integrante da corrente CNB, Perly Cipriano, foi demitida. Pigatti estava na secretaria desde quando a pasta era ocupada pelo hoje prefeito de Cachoeiro de Itapemirim, Carlos Casteglione.

Ex-presidente da CUT-ES, Pigatti também apóia Perly Cipriano. Ele pretende levar o caso à direção do Partido, mas, como o atual presidente do PT/ES, Givaldo Vieira, tem o mesmo perfil de Tarciso, poucos acreditam que a direção petista imporá alguma punição ao secretário. Givaldo, que também ocupou a pasta, já declarou que a condição de secretario garante a Tarciso o direito de nomear e exonerar os servidores.

Há ainda uma possibilidade de Tarciso compor chapa com Givaldo caso a eleição do PT do próximo dia 22 tenha um segundo turno. Os dois têm perfis institucionais e defendem o apoio do partido à candidatura do vice-governador Ricardo Ferraço (PMDB).

A defesa da candidatura do peemedebista sem um amplo debate com a militância petista foi, inclusive, o motivo de um racha na corrente CNB, que provocou as duas candidaturas dentro do grupo, já que Perly foi um dos autores do recurso à Executiva Nacional do PT, que revogou a resolução de apoio a Ricardo Ferraço, fechada em junho passado em uma convenção do partido.

Tarciso representa o grupo ligado ao governo e sua trajetória mostra o perfil institucional. Foi secretário de Trabalho no governo Vitor e na prefeitura de Vitória. Também ocupou um cargo federal na Delegacia Regional do Trabalho (DRT), no primeiro mandato do presidente Lula.

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