Governo cria universidade para 10.000 estudantes latinos

   O presidente Lula sancionou ontem a lei que cria a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila). Com proposta acadêmica inter e transdisciplinar e aulas em português e espanhol, a Unila terá sede em Foz do Iguaçu (PR) e, quando estiver totalmente implantada, atenderá 10.000 alunos. Metade das vagas será para brasileiros e as restantes estarão disponíveis a estudantes de outros países da região do Mercosul.


O corpo docente também será formado, paritariamente, por brasileiros e professores de outras nacionalidades latino-americanas. Os primeiros cursos começam a funcionar no segundo semestre deste ano.

   Segundo o ministro da Educação, Fernando Haddad, além de atrair alunos de todo o continente ao Brasil a universidade pretende formar cidadãos capazes de pensar todas as áreas do conhecimento a partir da perspectiva da integração.

   “Queremos que o bacharel em Direito não apenas domine o ordenamento jurídico nacional, mas tenha preparo para compreender o ordenamento dos países latino-americanos e saber pensar maneiras de integração entre os países. Isso vale para economia, relações internacionais, bioenergia”, exemplificou.
    Haddad lembrou que a Unila é a 13ª instituição de educação superior criada pelo Governo Lula.

    “Havia 43 instituições, em 2002, e agora são 56. Superamos a marca de JK, que criou 10 universidades”. 

   De acordo com o ministro, os investimentos em educação superior foram combinados com a aplicação de recursos federais nos demais níveis e etapas da educação.
   “Passamos de um orçamento de R$ 20 bilhões para R$ 50 bilhões. Isso deu sustentação aos investimentos feitos também na educação profissional e na educação básica”.

    A Unila funcionará provisoriamente nas instalações da usina de Itaipu, em Foz do Iguaçu (PR).

   “A nossa urgência agora é terminar o projeto pedagógico com quatro eixos: integração no plano da cultura, das instituições, das biociências e da integração física”, explicou o ministro Haddad. Até o fim de janeiro, o projeto pedagógico deve ficar pronto e, em seguida, haverá concursos para contratação de técnicos e professores.
   A seleção dos alunos brasileiros deverá ocorrer a partir das notas dos estudantes no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Os estudantes estrangeiros passarão por avaliação semelhante, a ser realizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).

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