Sobre nossos caminhos

O PT em Guarapari enviará ao Encontro do PT estadual, uma moção quanto a nossa tática para as eleições de 2010.

Sempre mantivemos como principio a democracia interna em nosso diretório, sempre mantivemos acessa “a intenção da semente", ou seja, nunca desviamos, conscientemente, finalidade principal da construção do Partido dos Trabalhadores, expressa no artigo primeiro do seu estatuto: "lutar por democracia, pluralidade, solidariedade, transformações políticas, sociais, institucionais, econômicas, jurídicas e culturais, destinadas a eliminar a exploração, a dominação, a opressão, a desigualdade, a injustiça e a miséria, com o objetivo de construir o socialismo democrático”.

Em setembro/2009, com a decisão da CEE em anunciar o apoio a candidato de outro partido, iniciou-se no interior do PT municipal a discussão sobre este tema e os caminhos que a direção estadual estaria levando o PT.

(Vide artigo e comentários no blog dos militantes de Guarapari: "O engolidor de sapos" - http://ptguarapari.blogspot.com/search/label/Prata da casa)

(Lembramos que quando escrito o artigo não havia o atual "quadro eleitoral").

Muito mais do que o "quadro eleitoral", me preocupa é a perda de identidade do PT.

 

1 - Estamos perdendo o conceito de democracia interna - hoje nossa "hegemonia" não é construída com um debate de propostas políticas.

A velha pratica do cargo, emprego, influência esta sendo o combustível desta hegemonia.

Usada com inteligência, que não foi nosso caso, ela serviu para a manutenção e apoio a muitas ditaduras.

Como poderemos apregoar em construir uma sociedade melhor se usamos a mesma prática do modelo que criticamos?

 

2 - Vislumbramos com a concessão de administrar a máquina pública, esquecemos que este fato deveria ser "um meio", no caminho da construção do socialismo democrático mas, ele esta se transformando na "finalidade", parece que usamos a "construção do socialismo democrático" como "propaganda" eleitoral.

Dentro desta lógica, conseguiremos no máximo provar para a oligarquia que “administramos para ela, melhor que ela".

 

3 - Internamente paramos de discutir e construir políticas.

A formação política, não sei se intencionalmente, não é valorizada por nossa direções.

O militante aguerrido de ontem se transformou num espectador, ou pior, em um mero levantador de credencial nas assembléias.

 

4 - Alianças são, ou deveriam ser, construídas por parceiros com a finalidade de concretizar um objetivo comum.

O que nos do PT temos em comum com o ideário neoliberal do governo do estado?

Aliança tática? Tática de quem?

Estratégica? Por quê? É só verificar as últimas pesquisas, tanto estadual como nacional.

 

Espero que os companheiros que leiam este artigo e que concordem com as minhas ponderações que se manifestem, afinal, se ficarmos calados e desunidos, os outros continuaram a falar e fazer em nosso nome.

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