Brasil criou mais de 657.000 empregos no primeiro trimestre

A economia brasileira criou mais de 657.000 empregos, com carteira assinada, entre janeiro e março de 2010. Foi o melhor desempenho do mercado de trabalho já registrado, em toda a história do país, no primeiro trimestre do ano, afirmou ontem o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, ao divulgar os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
  Em março o país completou o terceiro mês consecutivo de recorde na geração de postos de trabalho. Mais de 266.000 trabalhadores conquistaram emprego no terceiro mês deste ano.
  O ministro Lupi estima que o número de trabalhadores contratados será ainda maior em abril.

    “Estamos prevendo a geração de cerca de 340.000 novos empregos em abril, o que nunca aconteceu na história do nosso país. A partir do quarto mês, começam as safras agrícolas no Centro-Oeste e o mercado de exportação deverá continuar crescendo, o que nos leva a esta previsão de recorde absoluto”.
    Com os resultados de março, o número de empregos criados durante os dois mandatos do presidente Lula chegou a 12.410.022, segundo os dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e do Caged. E o número de trabalhadores formais ultrapassou a 41 milhões – um novo recorde.
Em março, o crescimento do emprego ocorreu, sobretudo, nas regiões Sudeste e Sul, com destaque para os estados de São Paulo e do Rio Grande do Sul, respectivamente. A terceira região com maior geração de empregos foi a Norte, com destaque para o estado de Rondônia.
De acordo com o Caged, houve aumento do nível de emprego em todos os 25 setores e subsetores de atividade econômica. E em 15 deles a diferença entre o número de trabalhadores contratados e o número de demitidos atingiu saldos positivos recordes. Serviços, Indústria de Transformação, Construção Civil e Comércio foram os setores que mais contribuíram para a expansão do emprego.
    A Indústria de Transformação teve aumento de empregos recorde pelo terceiro mês consecutivo. Gerou 72.440 postos de trabalho em março. No ano passado, por conta da crise econômica internacional, o setor havia fechado cerca de 100.000 vagas.
    “Saímos do negativo para o positivo, o que fez o maior diferencial. O setor de Serviços continua forte, como esperávamos, bem como a Construção Civil, mas a Indústria da Transformação continuará fazendo o diferencial”, destacou o ministro do Trabalho.
    O Comércio teve desempenho recorde. Criou quase 30.000 postos de trabalho, a maioria (19.377) no segmento de varejo.
SALÁRIO
   O Caged de março mostrou ainda o crescimento do salário médio inicial. Em relação a março de 2009, o salário de admissão subiu de R$ 782,53 para R$ 816,70.
    “Observamos, com isso, que o país não cresce apenas na geração de empregos, mas também cresce bastante, acima da inflação, o valor do salário dos trabalhadores”, comentou o ministro Lupi.

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