Terroristas. graças a Deus


Nelson Mandela, "terrorista" que combateu o apartheid



George Washington, "terrorista" da Independência dos EUA

Robespierre, "terrorista" da Revolução Francesa

A oposição introduziu ne recente campanha eleitoral brasileira, o rótulo de "terrorista" associado à Dilma Rouseff, candidata oficial do presidente Lula. Ora Dilma de fato partipou de uma operação contra a Ditadura brasileira, mas isso deve ser considerado demérito como quer fazer crer a oposição, ou um mérito, fato que enche de dignidade e grandeza a história da candidata que chegou a ser torturada pela ditadura ?
O terrorismo, tal como a guerrilha, é uma tática da chamada "guerra assimétrica". A diferença é que "guerrilheiros" são romantizados e "terroristas" são satanizados. Todo aquele que se insurge contra o status quo, seja qual for, será sempre tachado pejorativamente de "rebelde", "terrorista", "kulak", "inimigo da revolução", "subversivo", etc. É um raciocinio muito pobre e reducionista, afinal de contas o Estado sempre reprimiu as mudanças sociais através de vias legais. Até o século XVIII, era legal ser servo de nobres na Russia. E esses servos para se relevaram contra seus senhores precisaram se tornar terroristas, já que iam contra as normas legais. Se formos olhar pelo lado estritamente técnico da coisa, os heróis da independencia norte-americana e da revolução francesa também podem ser considerados "terroristas". Se não fossem os terroristas dessas revoluções ainda seriamos vassalos e servos de nobres.
Os sans culottes da França, os zelotes do antigo Israel, os yankees das 13 colonias, ou mesmo Mandela, seguindo essa lógica, seriam todos terroristas. O próprio liberal John Locke afirma o direito de rebelião de qualquer povo.
Terrorismo é uma definição política e essencialmente injusta e deturpada. É de suma importancia ressaltar que a palavra "terrorista" para designar movimentos revolucionários só ganhou notoriedade na mídia após a equivocada campanha do presidente norte-americano George Bush para justificar a ocupação do Iraque e acabou sendo adotada sem restrições pela midia neocon norte-americana e copiada pela mídia colonizada tupiniquim.
Os defensores da ditadura brasileira alegam que "qualquer um que assalte, mate, reprima e que faça isto fora das vias legais e democráticas" é terrorista. Essa frase é patética. Primeiro porque parte do principio de que a ditadura era "legal" e "democrática". Segundo porque parece que há modo de se "assaltar" ou "matar" dentro de "vias legais e democráticas".
Sobram exemplos na história - Os militantes do IRA e do ETA seguem a mesmíssima lógica da resistência francesa e do exército polonês clandestino na II Guerra: lutam de forma desigual contra uma força de ocupação de seu país que, inclusive, tem apoio na própria sociedade local.
A resistência polonesa também atacava civis alemães enviados para colonizar aquelas terras. A resistência francesa dinamitava pontes e matava colaboracionistas.
No entanto, erguem-se monumentos para os mártires poloneses, faz-se filme sobre a heróica resistência francesa e os membros do IRA que morreram de fome na prisão de Maze tentando dobrar Margareth Thatcher, são ainda hoje mostrados como cruéis terroristas e os combatentes do ETA, cada vez mais isolados, tratados como criminosos comuns. O IRA, no começo, era uma milícia de auto-proteção dos católicos contra um Estado que os oprimia (o mesmo se pode dizer do ETA). Claro que hoje IRA e ETA não são o que eram nos anos 60 e 70.
Mais exemplos ? - Um bem atual e evidente: Antes da criação do estado de Israel, os judeus locais eram os terroristas que fizeram ataques impressionantes contra as tropas britanicas na Palestina. Depois de consolidar seus interesses, passaram a taxar os palestinos árabes de terroristas.

Dilma - O Terror do PSDB






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