Os ‘Coxinhas”

Lá vem, lá vem, um montão de pomposos revoltadozinhos, todos brancos
Recrutados entre a elite, a classe “mérdia” com suas medíocres vidazinhas
Falsos, reclamam de Vinte Centavos, ensaiam pose a trancos e barrancos
(Os pobres, os necessitados e operários estão dos outros lados das linhas)
São os criticozinhos-daslu agora popularmente tachados de ‘COXINHAS’

Lá vem eles com seus energéticos caríssimos, de marca, todos importados
Com seus belos frascos de sprays comprados em Miami ou em Cancun
São riquinhos em revoltas; em shopping classe A muito bem orquestrados
Afinal ser do contra agora está na moda, virar critico não faz mal nenhum
São ricos Coxinhas com grife, todos em pose, bem vestidos, marombados

Bandeiras do Brasil, Hino Nacional Brasileiro, belas faixas e caros cartazes
Volta e meia ouvimos cantar os reacionários, um bando em antro de galinhas
São moças com caríssimas mochilas; estão todos bem vestidos os rapazes
Marcham se como um exército de burgueses – soam como se aves daninhas
São os filhotes diferenciados do Morumbi, são os babaquaras... Coxinhas

Não, o miserável salário mínimo de antes... não é mais aquele que antes era
E nem de longe é tão alto o risco Brasil, o dólar, sequer é alta a inflação
Nem há aquela dívida externa da herança maldita, vivemos a primavera
Tudo soa muito montado, vaidoso, artificial, de fachada pra atiçar alguma fera
E o povo, o povão mesmo, tachou a caterva rica baderneira de Coxinha então

São Paulo o estado mais corrupto do Brasil, que foi refém do crime organizado
Sucateou, quebrou e vendeu o estado público a preço de banana, privatarias
Por que afinal de contas marcham esses Coxinhas; essa manada, gordo gado
Tramaram na Disneylândia ou no Guarujá essas montadas novas patifarias?
Coxinhas marcham sem saber pra onde e valem-se da mídia suja e todas vias

Um depreda, outro rouba, assalta, outro com máscara de Anônimus saqueia
Outro mané brada “Fora Dilma” - outro ainda xinga a senhora Presidenta
Dezoito anos de um governador banana que com a mídia amoral tapeia
Mas segue a passeata montada agregando alguns coiós na marcha lenta
Coxinha não cabe em si de falso orgulho; o protesto por si só não se sustenta

Mas a mídia corrupta e amoral elogia. Alvoroça os despolitizados baderneiros
Posam de vitimizados; com seus jargões furados e brados jecas em ladainhas
Filhinhos reacionários e tapados de pais corruptos e ladrões do fisco vezeiros
De sobra o filhote rico feito garnisé de briga sem causa, todos falsos, criticazinhas
No Estado mais rico do Brasil, estado mais corrupto do Brasil, são os COXINHAS

Os pobres, os pobres mesmo, ah eles estão surpresos, estão sondando, assustados
Com os ônibus urbanos logo pelos Coxinhas saqueados, alguns até incendiados
São jovens janotas e boçais berrando, de Samparaguai os criticozinhos-daslu
O Estado máfia com hienas ricos do Morumbi, de Higienópolis, do Pacaembu
Aquilo não é paralização por nada, é desfile de grifes que mais parece rende-vous

Tentam fazer terrorismo rastaquara, querem derrubar o metalúrgico ex-presidente
Moram em casamatas com guaritas e mansões em Moema, tais amebazinhas
Agregam idiotas, estudantes, párias, vagabundos, no embalo vai muita gente
Vão na contra corrente, não são nem trabalhadores legais, são os Coxinhas
Vagabundos, reacionários, como se desfilassem num presépio, vaquinhas...

Vão e vem, os novos integralistas de São Paulo, o Estado Máfia, verdes galinhas
Reacionários às pencas, juventude fascista, algum com coquetel molotov armados
Inocentes inúteis, rebeldes sem causa, medíocres, riquinhos quase todos alienados
São agora massa de manobra da extrema-direita, os antitudo agora, os tapados
No bom português da paulistada, curso e grosso são os endinheirados COXINHAS!

Cyber Poeta Silas Correa Leite
(Poema da Série: “O Gigante Não Acordou Agora, os Anões de Jardim é que Estavam na Disneylândia Comprando Fantasias de Patetas)

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